Caso Canuto

João Canuto de Oliveira

Nascido no estado de Goiás, João Canuto de Oliveira veio ao mundo no dia 3 de janeiro de 1936 no distrito de Santa Maria, município de Trindade. Oliveira era filho do ex combatente da Coluna Prestes, José Raimundo de Oliveira e da parteira Jovelina Canuto de Oliveira. Aos 22 de idade fez par com a dona Geraldina Pereira (prima), com quem viveu por 27 anos, e teve seis filhos, sendo quatro homens e duas mulheres.

Tal Expedito Ribeiro, e tantos outros, migrou para o Pará na década de 1970. Em Rio Maria, trabalhou na Fazenda Três Irmãos de propriedade de Valdomiro Gonçalves de Paula, o Valtim.

João Canuto de Oliveira foi assassinado com 18 tiros desferidos à queima roupa, na tarde do dia 18 de dezembro de 1985, em frente ao cemitério da cidade. O crime sucedeu por encomenda dos fazendeiros Adilson Carvalho de Laranjeira (ex-prefeito de Rio Maria) e Vantuir Gonçalves, proprietário da fazenda Estrela do Pará. Dois pistoleiros não identificados realizaram a missão.

Como em outros casos, estima-se que pelo menos 20 pessoas empenharam recursos para viabilizar a execução do sindicalista, entre eles, fazendeiros, políticos e comerciantes.  Vivia-se sob a ameaça constante das ações da União Democrática Ruralista (UDR), entidade articulada pelo médico, fazendeiro e político Ronaldo Caiado. Tratava-se do braço armado dos fazendeiros, que irá consagrar os anos de 1980 como os mais sangrentos no sul e sudeste do Pará.  Luzia, filha de João,  professora, historiadora e militante do PC do B narra a saga da família.

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