Caso Expedito Ribeiro

Expedito Ribeiro

O poeta, sindicalista e militante do PC do B tombou no dia 02 de fevereiro de 1991, no município de Rio Maria, sul do Pará, quando presidia o Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município.  O pistoleiro Serafim de Sales (Barrerito) foi o encarregado da encomenda realizada pelo fazendeiro Jerônimo Alves de Amorim.

As execuções de outros dirigentes e ativistas precederam a morte de Ribeiro, a exemplo dos assassinatos de Gringo e membros da família Canuto, João (patriarca), José, Paulo e um atentado à bala de Orlando (filhos).

Desde os anos de 1980, período marcado pelo avanço da fronteira do capital, a região ficou conhecida mundialmente pela letalidade das disputas pela terra.  Nascido em Governador Valadares, em Minas Gerais, Ribeiro migrou para a região na década de 1970, quando da integração subordinada da região aos principais centros econômicos do país.

Em junho de 2000, quase uma década depois do crime, Jerônimo Alves era condenado a 19 anos e seis meses de prisão. Foi a primeira vez que um mandante de assassinato de dirigente rural sentou no banco dos réus. Atuou como assistente da acusação do caso Luiz Eduardo Greenhalgh, e como advogado de defesa dos fazendeiros Américo Leal, que se notabilizará como defensor de fazendeiros, pistoleiros e policiais envolvidos nesta modalidade de crime. José Ribeiro de Sousa, sobrinho, técnico em agropecuária, historiador, membro do Comitê Rio Maria, e militante do PC do B assina o registro.

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