Caso Virgílio Sacramento

Virgílio Sacramento

O pai de 11 filhos, 44 anos, dirigente sindical da região de Moju, norte do estado do Pará foi assassinado no dia 05 de abril de 1987, quando morava na Vila do Sucuriju, na comunidade São Pedro. Sacramento foi atropelado por um caminhão quando dirigia uma pequena moto.  Sacramento presidiu o Sindicado dos Trabalhadores Rurais de Moju, integrou a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e foi agente da CPT.

Filho do Baixo Tocantins, da cidade e Limoeiro do Ajuru, Virgílio nasceu no dia no dia 02 de outubro de 1942, filho dos extrativistas e camponeses Virgílio Serrão e Ana Serrão Sacramento, pais de mais sete crianças. Nos anos 1950 por conta do ciclo da colheita da pimenta do reino, a família passa a trabalhar sazonalmente em Tome Açu.

Nos anos de 1970 moravam em Moju, que já registrava a presença de grandes corporações que exercitavam o monocultivo de dendê e coco, entra elas, a Reasa, Reflorestadora S.A da Amazônia, Agropalma e a Dempasa. Todas elas indutoras de situações de conflitos por terra.

Osvaldo Camargo, o motorista que dirigia o caminhão de placa PT-1189, da cidade de Paragominas foi preso no município de Tailândia. Levado para Belém para prestar depoimento, manteve-se em silencio.  Recebeu uma pena branda e nunca passou um dia na cadeia. O advogado João Batista, antes de ser assassinado a tiros foi alvo de um atentado semelhante. Elias Sacramento, historiador e professor da UFPA conta a história do pai. 

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