Chacinas da década de 1980

Fonte: Site Racismo Ambiental

A violência em paragens da Amazônia contra as populações locais – indígenas, quilombolas e campesinas – ligadas à terra, e as riquezas que dela derivam passa a ter um caráter sistemático a partir da década de 1960, especialmente durante a ditadura civil-militar (1964-1985), período marcado pela militarização da questão agrária. Momento da integração subordinada à economia mundializada, e ratificação da região à exportadora de matérias primas às economias centrais.  Nesta direção ratificou e aprofundou a condição colonial da mesma.

Nos anos de 1980, considerados os mais sangrentos, o país passava pela transição política. Ambicionava-se a efetivação do Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA), quando setores mais conservadores da sociedade efetivam a União Democrática Ruralista (UDR), e no Congresso Nacional, forja o bloco de poder denominado de Centrão, que ainda hoje goza de hegemonia.

Em parauaras o ambiente fomentará inúmeras execuções de camponeses, dirigentes sindicais, seus apoiadores e chacinas.  A CPT indica em seus registros a existência  cerca de 40 chacinas na década de 1980, com o saldo de 212 mortes. Dos 40 casos, em apenas dois foram iniciados os processos de apuração: as chacinas do Castanhal Ubá e da Fazenda Princesa. Os professores Rogerio Almeida (UFOPA) e Airton Pereira (UEPA) refletem sobre os casos.

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