“Gringo” Raimundo Ferreira Lima

“Gringo” – Raimundo Ferreira Lima

Raimundo Ferreira Lima, mais conhecido como “Gringo” foi executado por pistoleiros em maio de 1980, quando somava apenas 43 anos, em São Geraldo do Araguaia, sudeste paraense. Além de sindicalista em Conceição do Araguaia, Lima era agente da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Gringo foi o primeiro dirigente sindical assassinado na região imortalizada como a mais violenta na luta pela terra no país. O principal suspeito pelo sequestro e execução do sindicalista, quando o mesmo retornava de evento em São Paulo, recai sobre o fazendeiro Neif Murad, relata uma das edições do boletim Grito da PA 150.

Naquela época, assim como hoje, o setor ruralista usa como tática a formação de consórcio com vistas a eliminar os seus adversários. O recurso da formação de consórcio dificulta na elucidação do caso, em efetivar o fio da meada, em elucidar a cadeia de sujeitos envolvida na empreita.

No caso de Gringo, além de Murad, havia suspeitas de envolvimento do então deputado estadual, o médico e pecuarista Giovanni Corrêa Queiroz, natural de Minas Gerais. O mineiro, desde sempre, integrou a “bancada do boi”. Ruralistas e políticos do campo conservador sempre fizeram par na disputa pela terra na região. O professor Alex Lima e família (filho de Gringo) assinam o registro sobre o caso.

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