José Cláudio e Maria do Espírito Santo

José Cláudio e Maria do Espírito Santo

O casal de extrativistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo foi tocaiado no dia 24 de maio de 2011, quando se deslocavam de moto no interior do projeto de assentamento agroextrativista (PAE) Praia Alta Pinheira, no município de Nova Ipixuna, sudeste do Pará, nas imediações de Marabá.  

O PAE é único nesta categoria na região de maior concentração de assentamentos rurais do país, número estimado na casa dos 500. Quando instituído em 1997, o PAE continha 85% de cobertura vegetal. Nos dias atuais, por conta de madeireiras e guseiras, resta somente 20%.

O nome do casal, assim como tantos outros camponeses e dirigentes sindicais, constava em uma lista de marcados para morrer pelo latifúndio.  Meses antes da sua execução, em evento público – TED Amazônia – realizado em Manaus, no mês de novembro, o extrativista alertou sobre as ameaças que vinha sofrendo.

Maria e Zé Claudio foram brutalmente assassinados em uma emboscada cruel e covarde. Maria foi atingida com disparos de cartucheira que perfuraram o coração e os pulmões.  Foi a primeira a tombar sem vida atingida por balins (esferas de chumbo). Zé Claudio sofreu perfurações no coração e no pulmão. Zé Claudio ainda respirava, quando os pistoleiros saíram do mato.

O casal foi arrastado pelos braços. O capacete foi retirado e as orelhas cortadas. Como se fosse uma assinatura do pistoleiro. Um recado para os demais moradores do lugar. Um alerta. Claudelice, irmã de Zé Cláudio, e quem assumiu a bandeira do casal, é a responsável pelo registro.

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