Irmã Dorothy Stang

A estadunidense Dorothy May Stang foi uma missionária filiada à Congregação de Notre Dame, e agente pastoral da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Nos anos de 1980 militou no município de Jacundá, no sudeste do estado.

Dorothy foi executada no dia 12 de fevereiro de 2005 no município de Anapu. O agricultor Amair Feijoli da Cunha, o “Tato”, intermediou a execução da missionária ao preço de 50 mil reais. 

Vitalmiro Bastos de Moura, o “Bida”, e Regivaldo Pereira Galvão, o “Taradão” foram os fazendeiros que chegaram ao banco dos réus pela encomenda da morte da religiosa. Como em outras partes do Estado, as instituições que defendem a reforma agrária avaliam que os mesmos integram consórcio de fazendeiros que encomendam a execução de desafetos.

10 meses separaram a execução da religiosa e ativista socioambiental do julgamento que condenou os pistoleiros Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Carlos Batista, condenados a 27 e 17 anos, respectivamente. Rayfran foi o responsável pelos seis disparos de revólver calibre 38, e Clodoaldo o cúmplice.  

O hiato de tempo entre a execução e o julgamento dos envolvidos foge à regra dos casos que envolvem camponeses e dirigentes sindicais, quando o prazo médio é uma década, ou mais. Isso, após inúmeras mobilizações em cortes internacionais.

O caso dos fazendeiros é recheado de idas e vindas. Inúmeros julgamentos, condenações, prisões e recursos. No caso de Bida, em 2007 foi condenado a 30 anos de prisão. Em novo julgamento, em 2008, foi absolvido, julgamento que veio a ser anulado após recurso do Ministério Público.  O procurador da República Felício Pontes Junior e o Padre Amaro recuperam parte da memória da luta de Stang. Ambos foram amigos da missionária.

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