Caso João Batista

Filho de camponeses da cidade de Votuporanga, São Paulo, nascido no ano de 1952, antes de tornar-se advogado de camponeses, foi vaqueiro e boiadeiro.   Ainda criança correu São Paulo, Minas Gerais e Goiás com o pai Nestor Antônio Batista a tocar tropa de cavalos, burros e bois.

Nos anos de 1960, por intermédio de amigos da família aportou em Paragominas, no Pará, para trabalhar de meia. A atividade consiste em dividir a produção com o dono da terra. Izaura, a mãe, tornou-se a cozinheira da fazenda.

João passou a adolescência entre a roça e Paragominas. Na cidade, raro era o dia em que não ocorria um assassinato à bala.  A violência diária rendeu à cidade a alcunha de Paragobala, aos moldes do que ocorreu com Marabá. Após idas e vindas, a família aportou em Belém nos anos de 1975, quando João retoma os estudos.

Neste período ingressou no curso de Direito, formou família com Elisenda, e ingressou na militância política, quando fez amizade com o já advogado Gabriel Pimenta, executado pelo latifúndio em 1982.

Após escapar de inúmeras emboscadas, o deputado estadual João Batista foi morto em dezembro de 1988, no fim da tarde, quando chegava em sua casa. O jornalista e militante Pedro, irmão de João, conta a trajetória do advogado dos camponeses, morto quando somava apenas 36 anos.

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