Padre Josimo Tavares

Padre Josimo

Josimo Tavares, o padre negro, foi assassinado quando somava 33 anos, na cidade de Imperatriz, no oeste do Maranhão, região do Bico do Papagaio, quando atuava na direção da Comissão Pastoral da Terra (CPT), no dia 10 de maio, de 1986, por volta do meio dia. Josimo foi executado no dia dedicado às mães, quando adentrava a sede da CPT.

Quando de sua execução Josimo trazia consigo uma bolsa com poucas roupas e o poema Páscoa Paz, que havia escrito há pouco e enviaria aos amigos pelo correio. Dois tiros foram desferidos pelo pistoleiro Geraldo Rodrigues da Costa que o chamou, antes, pelo nome.

O religioso nasceu às margens do rio Taurizinho, em Marabá, no Pará. Era dono de óculos grossos, tinha por habito o uso de sandálias de couro. Era conhecido pela paciência, timidez e simplicidade. Teve a vida embalada no berço da privação.  

Ele foi para o seminário menino ainda, fez seus estudos no Sudeste, tornou-se aluno de Leonardo Boff, foi ordenado sacerdote em Xambioá, local conhecido pela repressão à guerrilha do Araguaia. Trabalhou em Wanderlândia e foi transferido para São Sebastião do Tocantins. Foi preso pela polícia, caluniado, desprezado pela cor da pele, pelas opções, incompreendido por parte do clero de sua diocese, Tocantinópolis, e era ameaçado.

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